A LUZ NO FIM DO TÚNEL

 


O apetite selvagem do cio neoliberal, faz os incautos acreditarem que o Estado é incapaz de gerir suas empresas e somente a iniciativa privada, interessada nos lucros faz das empresas um sucesso. Na verdade as empresas públicas são vendidas, "na bacia das almas", razão pela qual o resultado dos leilões são comemorados com tanto entusiasmo. Recentemente o governador de São Paulo, bolsonarista de placenta, martelou como um psicótico em delírio bateu forte sete vezes o martelo e quase quebrou o símbolo da B3 ao encerrar o leilão do Rodoanel Norte. Desde o governo FHC, pai do neoliberalismo privatizante, na sucessão do Fernando Collor de Mello, entregou de mãos beijadas a Vale do Rio Doce para a iniciativa privada. A eficiência proclamada pelos neoliberais e os entreguistas da soberania econômica brasileira para o capital estrangeiro, deixou sua marca em Mariana e Brumadinho, uma dos maiores crimes ambientais no Brasil. O Rio de Janeiro, sofre com a privatização da Cedae , hoje Aguas do Rio, esses são exemplos da má administração e da irresponsabilidade das empresas no que diz respeito a atenção a qualidade dos serviços a população. 

Agora São Paulo, com os apagões, após a privatização da companhia estatal Eletropaulo, assumida pela Enel Distribuição São Paulo. Os sucessivos apagões que levam milhões de pessoas ficarem, dessa vez, por três dias sem energia elétrica, causando prejuizos que chega a cifra de bilhões na maior cidade da América Latrina. 

As vésperas do segundo turno das eleições municipais, o atual ocupante do cargo de chefe do poder executivo municipal, apadrinhado pelo inelegível Bolsonaro, defende as políticas de privatizações, modelo econômico neoliberal defendido pela extrema-direita. Evidentemente que isto irá impactar no comportamento do eleitorado, que por mais conservador que seja , não imaginemos que fará a opção por essa tragédia que geneticamente tem laços com o Bolsonarismo. 

A maior cidade da América Latina, agora passa por uma espécie de déjà
vu , do século passado, a luz de lamparinas. Isto na verdade é o retrato do retrocesso da extrema-direita, que mata, amordaça, reduz a cidadania as trevas e faz da classe trabalhadora uma versão contemporânea de escravidão. 

Há luz no fim do túnel, a luz da esperança de que dias melhores virão.

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